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| Como alternativa à contribuição sindical, a CUT defende a criação de uma colaboração que teria de ser aprovada nas assembleias da categoria. Neste caso, os próprios trabalhadores definiriam o valor a ser enviado aos sindicatos. Haveria o risco, porém, de a categoria ser contra qualquer tipo de repasse. “É preciso democratizar e criar condições para que os próprios trabalhadores, sem ingerência de ninguém, decidam o quanto querem contribuir. Se o sindicato é atuante, combativo, com um bom trabalho de base, não vai encontrar problemas em aprovar qualquer contribuiçãoâ€, afirma o presidente da CUT, Artur Henrique da Silva Santos. No entanto, o secretário-geral da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Francisco Canindé Pegado do Nascimento, diz que os sindicatos precisam ter uma garantia de que terão recursos à disposição para custear as próprias despesas. “É da cultura do trabalhador não querer subsidiar a estrutura da entidade que o representa. É lógico que a extinção da contribuição sindical traria uma grande dificuldade de sustentação financeira para as entidades, que ficariam numa expectativa por recursos que poderiam não virâ€, defende. As centrais sindicais se mobilizam ainda para que a contribuição assistencial – taxa prevista em lei que pode ser aprovada para ajudar a custear os sindicatos, mediante aprovação em assembleia – seja estendida para todos os funcionários da categoria. Decisões recentes da Justiça e do Ministério Público têm defendindo que funcionários não sindicalizados são isentos da contribuição, mesmo se ela for aprovada em assembleia. |