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| Sindicalistas elogiaram as medidas adotadas pelo Tribunal Superior do Trabalho, que servirão para balisar os julgamentos de causas trabalhistas. São mais de 20 entendimentos ligados à s relações de trabalho. De acordo com o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, as medidas são favoráveis aos trabalhadores, mas ele vê a necessidade de se fazer uma análise mais aprofundada das matérias aprovadas. “Tem as questão do dissÃdio coletivo, que temos que ver como vai ficar o reajuste do salário do trabalhador enquanto ele estiver ocorrendoâ€, exemplificou. O tribunal decidiu que o dissÃdio coletivo, mecanismo judicial para pacificar trabalhadores e empregadores quando não chegam a um acordo, passa a durar quatro anos, em vez de apenas um ano, como ocorre hoje. O secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Quintino Severo, também considerou as medidas positivas. Para ele, o novo prazo de validade do dissÃdio coletivo poderá pressionar os empregadores a buscar o acordo. “A menos que haja um novo acordo ou um novo dissÃdio, a questão não poderá ser resolvida. Isso pressiona o empregador a fazer um acordo.†Ele disse que o TST deveria ter revisto também o financiamento dos sindicatos. Segundo Quintino, o entendimento do tribunal é que apenas os sócios do sindicato devem contribuir financeiramente. Ele defende que a contribuição seja paga compulsoriamente por toda a categoria já que “todas as iniciativas do sindicato beneficiam a categoria e não apenas os sóciosâ€. Além da questão do dissÃdio coletivo, o tribunal também entendeu que a jornada de trabalho dos profissionais de teleatendimento não pode ultrapassar seis horas diárias (atualmente são oito); a empresa tem de provar que o trabalhador não precisa de vale transporte para negar o benefÃcio; e garante a estabilidade no emprego para dirigentes de sindicato e suplentes. A corte também decidiu promover audiências públicas para debater temas polêmicos. Os tribunais e juÃzes do Trabalho não são obrigados a seguir os novos posicionamentos, mas, se fizerem, evitarão a reformulação das decisões em última instância e darão agilidade ao julgamento dos casos. |