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| Uma casa alugada no Jaraguá, zona norte de São Paulo, escondia parte do dinheiro roubado da sede da empresa de transporte de valores Protege na Ãgua Branca, zona oeste. Em um dos cômodos, estavam enterrados R$ 2,4 milhões. A apreensão do dinheiro ocorreu na sexta-feira, mas só foi divulgada ontem pela PolÃcia Civil, exatamente um mês depois que três ladrões vestidos de seguranças roubaram carro-forte com R$ 22 milhões. De acordo com o delegado Wuppslander Ferreira Neto, da Delegacia de Repressão a Roubo a Bancos do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), a polÃcia descobriu a casa após a prisão do supervisor de segurança da Protege, Rogério Luiz Fernandes, de 32 anos, acusado de facilitar a entrada dos assaltantes na empresa. O Deic não divulgou o endereço da residência, pois ainda vai tentar identificar quem a alugou dias depois do assalto. O dinheiro foi enterrado a um metro e meio de profundidade do chão. Policiais usaram marretas para quebrar o piso que havia sido colocado sobre o buraco aberto. Os R$ 2,4 milhões estavam enrolados em cobertores e sacos plásticos. Representantes da Protege acompanharam a operação do Deic e fizeram a contagem do dinheiro. Nenhum suspeito foi preso no dia. A casa usada como esconderijo estava em reforma e não tinha móveis. Até agora, a polÃcia prendeu apenas o supervisor de segurança da Protege. Segundo o delegado do Deic, outros cinco acusados de participar do assalto já foram identificados, mas seus nomes são mantidos em sigilo. "Para nós, o caso está esclarecido. Só falta prender o restante da quadrilha e localizar todo o dinheiro roubado", afirma Ferreira Neto. A polÃcia acredita que 15 ladrões tenham participado do assalto. O supervisor de segurança foi preso no dia 9, após o Deic descobrir indÃcios de seu envolvimento no roubo. No dia do assalto, Fernandes alegou que havia sido sequestrado ao sair de casa e teria facilitado a entrada dos ladrões porque eles teriam ameaçado matar sua famÃlia. Mas, segundo a polÃcia, o supervisor fez os três crachás usados pelos assaltantes que entraram na empresa. Fernandes também desligou os alarmes e as câmeras de segurança da Protege pouco antes da ação dos ladrões. Semelhanças. Como Fernandes trabalhava na Protege havia cinco anos, a PolÃcia Civil também vai investigar o envolvimento dele em outro assalto ocorrido na sede da empresa, em 31 de março do ano passado. Na ocasião, três assaltantes entraram uniformizados, renderam funcionários e roubaram um carro-forte. O veÃculo foi levado até a Rua LuÃs Gatti, onde os malotes de dinheiro foram transferidos para os carros dos assaltantes, da mesma maneira como ocorreu no dia 16 de outubro. |