Por: CNTV | Confederação Nacional de Vigilantes & Prestadores de Serviços
Postado: 13/01/2012
Números divergentes sobre investimento em segurança
Segurança Bancária
 
Sindicato defende transparência na divulgação dos dados para que trabalhadores e sociedade saibam corretamente quanto é destinado pelos bancos para proteção à vida

São Paulo - Há grande divergência entre os investimentos em segurança anunciados pela federação dos bancos (Fenaban) e os dados que constam no balanço das instituições financeiras.

De acordo com os banqueiros, em reportagem da Agência Brasil veiculada no último dia 6, “os investimentos em segurança cresceram de R$ 3 bilhões no início dos anos 2000, para R$ 9,4 bilhões nos últimos anosâ€.

Mas estudo feito pela subseção do Dieese da Contraf-CUT, com base nos balanços dos cinco maiores bancos do país (Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Caixa Econômica Federal) publicados de janeiro a setembro de 2011, foram destinados somente R$ 1,9 bilhão em despesas com segurança e
vigilância – enquanto o lucro dessas instituições no período bateu a casa dos R$ 37,9 bilhões.

Comparado a 2010, constata-se uma queda de 5,45% para 5,20% na relação entre o lucro e os gastos com segurança.

Para o diretor executivo do Sindicato, Daniel Reis, que participa das reuniões da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada da Polícia Federal, os bancos têm de informar exatamente o que gastam com a proteção à vida. “Nesses mais de R$ 9 bi, as instituições podem incluir desde gastos com a segurança do presidente do banco até segurança virtual, dos cartões de crédito, por exemploâ€, explica Daniel.

“Queremos mais transparência para saber quanto desse investimento vai para vigilância, portas, câmeras de monitoramento em tempo real, vidros blindados nas fachadas, biombos, divisórias individualizadas entre os caixas e abertura e fechamento de unidades por empresas especializadas em segurança, dentre outros itens fundamentais para proteger trabalhadores e usuários dos bancosâ€, afirma o dirigente. “Dos R$ 9 bi, cerca de R$ 400 mil foram gastos com o que chamam de ‘infraestrutura’. Isso dá ideia de que estão devendo muito para aumentar a segurança dos empregados e usuáriosâ€, completa o dirigente sindical.

Os dados serão novamente cobrados dos bancos na reunião da mesa temática de segurança bancária que deve ser retomada em 2012.

Redação, com informações do Valor Econômico - 12/01/2012